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15/04/2020 ás 20h13 - atualizada em 16/04/2020 ás 09h10

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Campo Belo / MG

Cruzeiro: de quanto é a dívida e como o clube pretende pagá-la?
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Cruzeiro: de quanto é a dívida e como o clube pretende pagá-la?

Rebaixado para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro, em busca de reforços e encarando uma complicada sitação financeira, O Cruzeiro está vivendo talvez a maior crise dos seus 99 anos de história . Como se isso já não fosse o bastante, o clube vê a sua dívida com a Fifa aumentar em cerca de R$ 30 milhões, em relação ao número divulgado em janeiro, por conta da alta do dólar e do euro.                                                                                             Em meio às dificuldades financeiras, o clube mineiro acumula contas a pagar, mesmo com as grandes economias feitas com o corte de gastos, principalmente diminuindo drasticamente a folha salarial que caiu de R$ 16 milhões para R$ 3 milhões. Em janeiro o presidente do conselho gestor havia confirmado que a dívida chegava a R$ 800 milhões. Agora, o Cruzeiro corre contra o tempo para conseguir quitar os débitos.                                                     Uma das dívidas mais urgentes do clube é com a Fifa. Em janeiro, o Cruzeiro havia confirmado que precisaria quitar R$ 52 milhões devidos, referentes a cobrança que outros clubes levaram à entidade. No entanto, a alta na taxa de câmbio do dólar e do euro em relação ao real fez com que dívida cruzeirense aumentasse em 55%, chegando na casa dos R$ 81 milhões. Desses, R$ 36,6 milhões precisam ser pagos ainda no primeiro semestre, R$ 43,7 milhões no segundo e R$ 1,1 milhão em 2021. Entre os processos que estão em andamento na Fifa, estão: Willian (com o Zorya FC-UCR), Riascos (Morelia-MEX), Kunty Caicedo (Independiente Del Valle-EQU), Rafael Sobis (Tigres-MEX), Denilson (Al Wada-EUA) Thiago Neves (Al Jazira) e Arrascaeta (Defensor-URU). OUTRAS DÍVIDAS Fora da Fifa, as principais dívidas aculadas pelo Cruzeiro são de cunho trabalhistas com atletas e ex-atletas do clube, especialemnte as referentes ao pagamento de salários e direitos de imagem. Além disso, muitas das recisões contratuais ao fim da temporada de 2019 foram feitas através da justiça, como é o caso do zagueiro Fabrício Bruno, o volante Éderson, o meia Thiago Neves e os atacantes Fred e David, que pediram o desligamento do clube e ainda quitação dos valores devidos pelo clube. Os cálculos da administração apontam que as saídas por vias juciais geraram um prejuízo de cerca de R$ 60 milhões aos cofres celestes.                                                                         Para tentar quitar suas dívidas o quanto antes, o Cruzeiro elaborou uma série de planos de pagamento. Ao saber do aumento no valor a ser pago, o clube pediu à Fifa um adiamento nos prazos previamente estabelecidos, mas ainda não obteve resposta do órgão. Enquanto trabalha com as datas limites iniciais, os mineiros buscam negociar os valores diretamente com os clubes envolvidos. Para isso, o Cruzeiro apresentou uma proposta de condomínio de credores - no qual um percentual de todas as vendas de jogadores seja destinado a esse condomínio, repassando aos credores de forma gradual, até que a dívida seja completamente quitada. O Del Valle e o Defensor não aderiram à ideia, mas aceitaram abrir conversas de renegociação com o time celeste. Já o Zorya, da Ucrânia, e do Al Whada, dos Emirados Árabes querem que os pagamento sejam feitos em dinheiro e, por isso, as tentativas mineiras são mais complexas. No entanto, a situação política do Cruzeiro estão atrapalhando as negociaçÕes, uma vez que os envolvidos ficam receosos que a próxima gestão celeste não arque com o acordo de parcelamento as dívidas.                                                         Além das reduções na folha salarial, o Cruzeiro adotou outras medidas para diminuir os gastos mensais e anuais do clube. Dentre elas estão o redução de aproximadamente R$ 1,2 milhões por ano nos valores das categorias de base; demissão de mais de 100 funcionários administrativos, gerando economia de mais de R$ 25 milhões no ano; cancelamento de linhas telefônicas de R$ 600 mil por ano e de planos de saúde e seguros de vida, resultando no corte de R$ 1,9 milhão por ano.                                                       Com tudo isso, a diretoria cruzeirense não tem uma perspectiva otimista para o fechamento do ano. A projeção é que o clube entre em 2021 com um déficit de R$ 143 milhões.

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